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mar 14

O que é e como funciona um Projeto de Arquitetura de Interiores

 

Como já contamos AQUI  e AQUI fizemos uma reforma aqui em casa principalmente na cozinha, despensa, área de serviço e banheiro social. E pra isso contratamos a arquiteta Rosana Miranda Pedrosa, da D Arquitetura e Urbanismo. Veja dois projetos das meninas aqui embaixo, que eu adoro!

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1maridonacozinha_antesedepois_fachada_darqeurb_2O processo todo levou mais ou menos 12 meses, uma vez que iniciamos com uma idéia, nossa vida mudou 180º e acabamos fazendo outra coisa. Ainda bem! Agora que ficou tudo pronto, a gente conta pra você direitinho.

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São os bens mais preciosos que se tem hoje em dia, e merecem ser poupados quando possível.

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Os espaços ficaram melhor do que eu imaginava.

Iniciamos a obra da cozinha (+despensa, área de serviço e banheiro social) com projeto e no mesmo dia decidimos que iríamos trocar todo o piso do apê (sem projeto). Em seguida, já que íamos mexer com gesso na cozinha e banheiro social decidimos ainda colocar gesso na sala também.

Ficou bem legal, mas acabamos gastando R$ 1.600,00 a mais: R$ 1.000,00 com excesso de material que sobrou da parte de iluminação (que resolvemos trocar de ultima hora e o próprio eletricista (péssimo por sinal) pediu um monte de coisa a mais) e R$ 600,00 entre mão-de-obra e material de um negócio que resolvemos mudar depois de tudo pronto. #oremos

DICA: Não faço mais nada, nem um puxadinho, sem projeto.

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Antes de optar pela D Arquitetura e Urbanismo entrevistamos mais 2 arquitetas. Gostamos de todas. Uma ainda inexperiente, recém-formada. Outra com experiência, mas não tanto em cozinhas e a Rô. Nós optamos pela Rosana justamente em razão da experiência que ela já tinha em cozinhas. Não nos balizamos no preço do projeto, ok?

Decidimos pela Rô, efetuamos o pagamento, assinamos o contrato e aí começamos.

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No momento da primeira reunião (na fase 1.1. vai ter um guia logo aí embaixo com todas as fases ok?) após a assinatura do contrato e pagamento a Rô já nos deu uma pasta branca, tipo fichário, com plásticos, pra gente ir colocando TUDO da nossa obra.

Nossa casa iria ficar 3 meses em obras, então a gente decidiu naquele momento guardar ABSOLUTAMENTE tudo relacionado à obra lá dentro. Isso facilitou DEMAIS a nossa vida. Andei meses com essa pasta de um lado pro outro. E mais um bloco de notas, caneta, lápis, calculadora e uma lista com contatos telefônicos.

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Salvo se você tiver sangue de barata, em alguns momentos você vai se aborrecer.

Eu voltei a treinar artes marciais pra extravasar. Após a obra tive crise de bronqueopneumonia e cheguei a ficar 15 dias realmente de cama. Pós aulas de pilates senti tonturas homéricas, de passar a tarde inteira de cama. Minha médica acha que foi efeito da obra. #oremos

Ainda assim, considero que a nossa obra foi calma. Que nos estressamos menos do que outras pessoas já se estressaram com isso. Pegamos profissionais realmente bons.

Tivemos estresse? SIM. Mas valeu a pena. Não me arrependo e já estamos planejando mais 4 obras, entre particulares e profissionais.

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A maioria dos materiais de construção demora até 30 dias para entregar, principalmente pisos, revestimentos e pedras. Então a gente agilizou esses pedidos e pagamentos pra obra andar dentro do cronograma. Sim, a obra atrasou, exatamente 1 semana. #amem

Agora quem vai contar TUDO sobre um projeto de interiores é a Rô, a nossa arquiteta. O texto é um pouco técnico entretanto é essencial a leitura por quem quer reformar ou construir, tem muita coisa que você vai adorar saber antes de quebrar a primeira parede.

Resolvemos dividir por partes pra ficar didático ok? A próxima parte você confere semana que vem.

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É o planejamento da decoração de um ambiente, definição do layout (disposição de todos os móveis do ambiente), resolvendo tanto questões técnicas, quanto estéticas.

Engloba uma série de necessidades para melhorar a vida cotidiana do usuário deste espaço, considerando fatores objetivos e subjetivos.

No que diz respeito à fatores objetivos, tem-se as normas técnicas, medidas ergométricas, clima da região, dentre outros fatores. Já os fatores subjetivos estão diretamente ligados à utilização do espaço e quais as atividades que serão ali realizadas, de acordo com as opções pessoais do usuário.

Este planejamento abrange a distribuição do mobiliário (layout); estudo da circulação; definição de iluminação; escolha de acabamentos e revestimentos; projeto do forro (teto), piso e paredes; escolha de tecidos (cortinas, estofados, carpetes, almofadas, roupas de cama), objetos e acessórios; desenho detalhado do mobiliário a ser executado.

Com todas as definições em mãos, é possível então fazer o planejamento da obra, da montagem do espaço em questão.

Desta forma, o profissional permite-se definir a relação entre prazo x custos x mão de obra, tomar decisões antecipadamente e organizar as atividades, inclusive as que poderão ser executadas de forma paralela, evitando assim, gastos extras, prazos excedidos e cliente insatisfeito.

Para que tudo isso “funcione”, o projeto é dividido em etapas:
1. Fase A – Concepção do Produto
1. Fase B – Definição do Produto
1. Fase C – Identificação e Solução de interfaces
1. Fase D – Pós Entrega do Projeto
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Levantamento e análise de informações dos hábitos e necessidades do usuário (o que o cliente quer e quais os hábitos que envolvem ou envolverão aquele local), tendo como objetivo determinar as restrições e possibilidades que limitam o projeto. Desenvolvendo, desta forma ambientes funcionais com fluxogramas definidos conforme as condicionantes levantadas. Têm-se como documentos gerados:

a. Briefing com o cliente – trata-se da definição do programa de necessidades detalhado, levantando-se todos os hábitos do usuário, hábitos da família, condicionantes do espaço. Esta etapa é de extrema importância, tendo em vista que toda as propostas apresentadas serão um “resumo” das necessidades do cliente. Estas definições são feitas ambiente por ambiente, sempre definindo detalhes de acordo com o uso do espaço. Exemplo:

(a partir de agora tudo que estiver em itálico sou eu Larissa falando ok?) PESSOAS, atenção! No dia dessa reunião, desliguem telefone, não atendam ninguém ao mesmo tempo em que falem com a arquiteta e reservem tempo suficiente pra debater todos os detalhes ok? Você não vai morrer se desativar o som do whatsapp por 2 horas… 😉

a. Cozinha:
i. Tipo de geladeira (comum, side by side)
ii. Tipo de fogão
iii. Tipo de coifa
iv. Ergonomia do usuário (altura de bancada, altura de armários suspensos) (O Neto mede mais de 1,80m, logo, um estudo de ergonomia é essencial pra ele ter eficiência na hora de cozinhar)

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v. Quais eletrodomésticos o usuário precisa: lava-louças, micro-ondas, bebedouro? (No nosso projeto era essencial lava-louças e isso precisa ser de pronto considerado no projeto)
b. Dormitório:
i. Tipo cama
ii. TV?
iii. Bancada tipo escritório?
iv. Modelo de armário (neste item, é importante saber como o cliente organiza as peças – sapatos, bolsas, cabides, gavetas, etc)
v. Iluminação para leitura na cabeceira?
b. Levantamento “as-built” dos ambientes a serem trabalhados, ilustrando posicionamento de tomadas, interruptores, pontos hidráulicos e sanitários, pilares, vigas e tudo mais que se fizer necessário; (sabe aquele ambiente que não tem uma tomada? Então, esse levantamento evita esses problemas)
c. Desenvolvimento prévio da planta baixa de cada ambiente com disposições dos mobiliários em geral;
d. Caso haja a necessidade de intervenção física e funcional, desenvolve-se aqui projeto de demolir e construir, alterações em pontos elétricos e demais; (caso da nossa área de serviço, pois queríamos ampliar só um pouquinho a cozinha e conseguimos, quebrando uma parede da cozinha)
e. Croquis esquemáticos das vistas de cada ambiente com indicação de papel de paredes, mobiliários suspensos, cores das tintas, texturas, entre outros. (No caso do nosso projeto, nesse momento a Rô apresentou pra nós 8 propostas. Ao primeiro olhar parecia que não mudava nada, mas eram detalhes que pra nós podiam não fazer muita diferença mas ao final seriam decisivos. Nessa fase aqui eu e Neto ficamos quase 30 dias pensando, resolvendo, mudando. Só demos o ok quando tivemos certeza da decisão. Ficamos de pé na cozinha por vários períodos pensando como seria esse ou aquele detalhe, se a gente decidisse pelo projeto X ou Y) .

Nesta etapa, é apresentada ao cliente a primeira ideia do espaço e então, vai-se moldando o projeto até que o cliente aprove esta etapa de estudo preliminar.

Chega pra um primeiro dia ok? Semana que vem a gente volta com a continuação das fases do projeto. 😀

 
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[…] Rosana Miranda Pedrosa e Cristiane Fagundes Lino da D Arquitetura e Urbanismo. Veja o primeiro post AQUI e o segundo post […]

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